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Maria das Neves Alves
Braga
Se um dia quiseres
Saber da agonia
Que vive em meu peito,
Sem falhar um dia;
Se queres ouvir
O que tenho sofrido,
Nas asas cinzentas
Dum pranto assim,
Pergunta, amado,
Indaga de mim!
Enquanto em meu rosto
Brilhava a alegria,
E em meu semblante
O encanto floria;
Quando eu era bela,
Sorrindo , dizias,
Que o meu doce beijo
Sabia a jasmim...
Pergunta, amado,
Indaga de mim!
Hoje as minhas tranças
Que eram de azeviche,
Estão cor de prata,
Alvas, como a neve;
E a minha voz,
Clara e argentina,
Agora é cansada,
E a nada se atreve;
Se estás junto à outra,
Em rico festim,
Pergunta, amado...
Indaga de mim!
Contaram-me que vives
Em estranhos braços,
E já nem te lembras
Deste amor sem fim...
Mas se ainda quiseres
Um último beijo,
Pergunta, amado,
Indaga de mim!
(Repasse com os devidos créditos)
Poesia exclusiva do site
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Carol Welsman
Editada: 22/07/2004
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